Publicado em: quarta-feira, 07/08/2013

Diretores são os réus em julgamento da TAM que se inicia hoje

Diretores são os réus em julgamento da TAM que se inicia hojeTem início hoje o Julgamento contra os réus que foram responsabilizados pelo acidente com o Airbus da TAM que passou direto pela pista do aeroporto de Congonhas colidindo com o prédio da empresa em 17 de julho de 2007.

O acidente matou todos os 199 ocupantes da aeronave e pela primeira vez tem como réus em um processo os ex diretores da companhia aérea.

Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro que era segurança da de vôo empresa aérea na época do acidente, bem como Alberto Fajerman, que foi vice presidente de operações e também Denise Maria Ayres Abreu que era Diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, eles são acusados de atentado contra a segurança aérea e podem ser condenados a até seis anos de prisão.

A primeira fase do julgamento acontece hoje e amanhã, onde vão ser ouvidas testemunhas de acusação que foram chamadas pelo Ministério Público Federal alguns pilotos, uma desembargadora e diretores da Anac.

Segundo o Ministério Público Federal Alberto Fajermam e Marco Aurélio não fizeram o redirecionamento dos aviões para outro aeroporto próximo, mesmo tendo conhecimento de que em dias de chuva, em especial, a pista do aeroporto estaria escorregadia.

Denise Ayres por sua vez, autorizou a liberação da pista para pousos e decolagens sem que antes houvesse uma inspeção, chamada de grooving, em que são verificadas se existem as ranhuras que facilitam os pousos.

De acordo com o piloto que também é presidente da Associação Brasileira das Entidades de Formação Aeronáutica, Décio Corrêa, será difícil responsabilizar a cúpula no acidente aéreo, já que ele diz que não se lembra de nenhum outro caso ocorrido no Brasil em que houvesse executivos em aviação como réus.

De acordo com Cláudio Jorge Pinto Alves que é professor titular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica houve uma polêmica gerada em torno do acidente, o que diverge dos objetivos que devem prosseguir as comunicações, na opinião dele o intuito de descobrir o que provocou o acidente deve ser para que se previna outros desastres como esse no futuro.