Publicado em: quarta-feira, 20/08/2014

Dilma Rousseff diz que não possui opinião pessoal sobre o caso do “mensalão”

Dilma Rousseff diz que não possui opinião pessoal sobre o caso do “mensalãoDando continuidade a entrevistas com candidatos à Presidência da República, o JN entrevistou na noite de ontem, segunda-feira (18), a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. A presidenciável afirmou que os governos dela e de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva preparam o país para um novo ciclo de crescimento e também para firmar a classe média. Dilma também foi questionada sobre os escândalos de corrupção na administração federal e sobre a posição do partido em relação a todos os condenados do mensalão. Sua resposta foi curta, porém acabou não respondo objetivamente o que William Bonner havia questionado.

Ela alegou que foram criadas as condições necessárias para o país dar um salto colocando a educação como foco. E tudo isso significa que eles querem continuar a ser um país de classe média, que tenha cada vez mais a participação da classe média e mais oportunidades para todos.

Novamente, Bonner questionou-a se não foi “condescendente” com a corrupção já que o PT é um partido que possui um grupo que é comprovadamente corrupto, contudo, são tratados como guerreiros, como vítimas da história. Nesse momento, ele estava fazendo referência ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, que levou a condenação e prisão de dirigentes do partido.

Sem resposta

Dilma foi questionada por quatro vezes sobre assunto mensalão e condenados, mas todas as vezes a presidente se esquivou e acabou não respondendo. Ela declarou que é presidente, e não faz nenhuma observação sobre os julgamentos que são feitos pelo Supremo Tribunal. A petista afirma ainda que, a constituição exige do presidente da República que seja respeitado e considerado a autonomia de outros órgãos, por isso não há interferência de sua parte. Ela completa destacando que não julga as ações do Supremo e não possui opiniões pessoas sobre isso. Sobre a questão “corrupção” na administração federal, ela ressalta que nos dois governos do PT, nenhum procurador-geral da República chegou a ser chamado de engavetador-geral da República”.