Publicado em: segunda-feira, 02/04/2012

Dilma retorna ao Brasil depois de uma semana na Índia

A presidente Dilma Rousseff chegou ao Brasil no início deste domingo (1), depois de passar uma semana na Índia onde estava reunida com os líderes dos Brics. O bloco é formado por Índia, China, Brasil, Rússia e África do Sul. Em função da viagem, Dilma passou o domingo sem compromissos oficiais, no entanto durante o dia de hoje fará reunião com os ministros. O primeiro encontro será com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A urgência da reunião se deve a necessidade da criação de estímulos à economia. Dilma prometeu ao setor industrial que assim que chegasse ao país iria propor novas medidas para melhorar o desenvolvimento industrial do país.

A presidente afirmou, em entrevista durante o evento em Nova Déli, que chegaria ao país e se reuniria com os ministros para pensar estratégias para o setor industrial. Segundo ela, as medidas serão anunciadas em breve e têm por objetivo assegurar investimentos ao setor privado. Ao ser questionada sobre o tipo de mudanças, Dilma se limitou a dizer que elas serão publicadas na próxima semana.

Líderes se mostram preocupados com as medidas européias

Durante a Conferência dos Brics durante a última semana, os líderes voltaram a discutir as medidas aplicadas pelos países ricos para conter a crise economia. A presidente Dilma Rousseff falou sobre os problemas que isso pode causar, principalmente no que diz respeito ao excesso de liquidez no sistema financeiro mundial. Os bancos dos países europeus têm constantemente injetado muito dinheiro no sistema bancário, ao mesmo tempo em que mantêm as taxas de juros baixas com o objetivo de estimular a economia e conter as dívidas.

A presidente criticou ainda desvalorização do euro e do dólar. Segundo ela, essa queda das moedas traz vantagens para os países ricos, mas causa problemas para os países em desenvolvimento, que acabam tendo barreiras na competitividade. Dilma disse ainda que o Brasil não concorda com a forma usada pelos países ricos para sair da crise e acrescentou que é necessário uma política de investimento equilibrado com o mercado internacional para não causar problemas em outros países.