Publicado em: terça-feira, 22/04/2014

Dilma rebate declarações de ex-presidente da Petrobras

Dilma rebate declarações de ex-presidente da PetrobrasNa segunda-feira, dia 21 de abril, a presidente Dilma Rousseff respondeu à altura as declarações do ex-presidente da estatal Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Ele disse que a presidente não deveria fugir de sua responsabilidade na negociação da refinaria norte-americana de Pasadena. As denúncias em relação à Petrobras referem-se ao superfaturamento na compra da refinaria.

Em resposta, Dilma afirmou que aprovou as negociações no ano de 2006 e tomou como base um resumo executivo que não incluía cláusulas relevantes do contrato. O comunicado foi divulgado por Aloizio Mercadante, que é ministro da Casa Civil.

Além disso, Dilma Rousseff colocou em evidência a gestão da Petrobras pelo PT no programa de rádio que realiza toda semana. Ela não esconde sua indignação pelas cobranças de Gabrielli. Aloizio disse que esse assunto está muito bem documentado por atas do Conselho de Administração da Petrobras.

O ministro ressalta que os membros do conselhos não puderam acessar as cláusulas Put Option e Marlim, por isso não deram aval sobre a compra da segunda parcela da refinaria. Ele afirma que Gabrielli participou de todas as reuniões e assinou as atas que constam exatamente o que Dilma vem dizendo.

Em 2006, Dilma aprovou a compra de 50% da refinaria Pasadena no valor de US$ 360 milhões. A cláusula Put Option, que a presidente afirma não ter tido conhecimento, determinava que a estatal comprasse metade da refinaria Astra Oil, da Bélgica se houve algum desacordo nas negociações.

Já a cláusula Marlin estabelecia uma rentabilidade mínima a Petrobras por conta de investimentos que a Pasadena precisaria fazer para conseguir processar óleo pesado.

Por fim, a Petrobras acabou comprando a refinaria por US$ 1,25 bilhão por determinação judicial. No ano anterior, em 2005, a refinaria tinha sido comprada por somente US$ 42,5 milhões pela Astra. A justificativa da Petrobras é de que a empresa belga teria investido US$ 360 milhões antes de firmar parceria com o Brasil elevando o valor de venda.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) está em debate no Senado para investigar as denúncias relacionadas à Petrobras. A previsão é de que a CPI seja instaurada ainda durante esta semana.