Publicado em: sexta-feira, 09/03/2012

Dilma promete monitorar hospitais do seu gabinete

Dilma Rousseff, presidente da República, comunicou nesta quinta-feira (8), através de um pronunciamento em cadeia nacional, que em seu gabinete irão ser instalados monitores para que ela possa observar o atendimento dos principais hospitais do Brasil. “No meu gabinete, monitores ligados a câmeras, para que eu e meus assessores possamos ver como está o atendimento nos principais hospitais e como vai o andamento das grandes obras. É assim que nós, mulheres, gostamos de cuidar das coisas: vendo todos os detalhes, tintim por tintim”, informou.

Segundo ela, o Ministério da Saúde fará ligações para todas as parturientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para questionar sua opinião a respeito do atendimento recebido. Em seu discurso, Dilma disse que as mulheres são consideradas a “principal mola de propulsão” para combater a miséria e que elas vão continuar sendo prioridade em programas sociais do governo, pois são o “centro da família”.

De acordo com Dilma, as escrituras das casas do programa “Minha Casa, Minha Vida “ serão realizadas em nome das mulheres, a partir da segunda etapa do programa. Na primeira etapa, 47% dos contratos foram assinados por mulheres. A presidente aproveitou o Dia Internacional das Mulheres para criticar também a diferença de salário entre os gêneros. “Nos últimos anos, a taxa de desemprego feminino vem caindo com mais força, mas ocupamos apenas 45% das vagas de trabalho disponíveis e continuamos recebendo menos que os homens pelo mesmo trabalho realizado. Isso tem que melhorar”, falou.

Ela ainda citou a Lei Marinha da Penha. “Desde 2006, temos na Lei Maria da Penha um instrumento poderoso para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Há poucos dias, o Supremo Tribunal Federal fortaleceu o combate à violência doméstica ao decidir que se um homem agredir uma mulher será processado mesmo que ela não apresente denúncia e mesmo que ela retire a queixa. Nessa área, o governo federal também está fazendo a sua parte. Ainda este ano, vamos ampliar para 1,1 mil unidades os serviços de atendimento à mulher em situação de violência”, completou.