Publicado em: sábado, 15/10/2011

Dilma fala que países emergentes precisam de mais ferramentas junto ao FMI

Nesta sexta-feira (14) a preside Dilma Rousseff participou da cerimônia de assinatura do PAC da Mobilidade Urbana em Porto Alegre. Durante o evento, ela comentou que os países emergentes precisam que sejam feitas mudanças no Fundo Monetário Internacional (FMI) para conseguirem terem a disposição novas ferramentas junto ao organismo e que também possui papel de importância para ajudar a contenção dos efeitos da crise na Europa.

“Os países emergentes podem ser chamados a contribuir ampliando o capital do Fundo, mas para fazer isso exigem uma ampliação das cotas e, portanto, da participação na direção do Fundo”, afirmou a presidente. Ela ainda comentou quais seriam as funções dos países para o FMI.

“No que se refere ao Fundo Monetário, há uma discussão de todos os países, principalmente dos emergentes, que constatam o seguinte: a composição, a direção e a participação no Fundo Monetário dizem respeito a uma realidade pós Segunda Mundial. Essa realidade desapareceu”, disse Dilma.

A presidente ainda comentou qual é a possibilidade já informada sobre o país conseguir ter mais participação junto ao organismo. “Hoje nós temos recursos aplicados no Fundo Monetário. Possivelmente, inclusive, nós iremos ter uma maior participação”, avaliou.

Ela ainda voltou a declarar que o Brasil possui uma capacidade maior forte em conseguir superar as inconstâncias que se apresentam por conta da dívida. Dilma alega que o incentivo ao mercado interno é uma das principais formas de resistir as turbulências, mesmo que o consumi tenha reduzido em todo o mundo. “Nós não somos uma ilha, de uma forma ou de outra nós somos atingidos pela crise através da redução do consumo em todas as regiões do planeta. Nós iremos resistir equilibrando o nosso crescimento”, garantiu.