Publicado em: segunda-feira, 17/06/2013

Dilma é vaiada pela torcida durante abertura da Copa das Confederações

Dilma é vaiada pela torcida durante abertura da Copa das ConfederaçõesA presidente Dilma Rousseff foi bastante vaiada durante a abertura da Copa das Confederações, estádio Mané Garrincha, em Brasília, no sábado, dia 15. Ao ser anunciada através do alto-falante do estádio, as vais iniciaram. A manifestação continuou durante a fala do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Blatter deu uma lição de moram na torcida, perguntando onde estava a educação e o fair play da torcida e também acabou sendo vaiado. Séria, Dilma se limitou a uma frase: “declaro oficialmente aberta a Copa da Confederações 2013”, disse a presidente, ignorando as vaias da torcida.

O momento vivido por Dilma mostra repetição de outro acontecimento parecido: em 2007, durante a solenidade de abertura dos Jogos Pan Americano, no Rio de Janeiro, o então presidente Lula foi vaiado em todas as vezes em que foi citado ou sua imagem apareceu no telão do estádio. Foi por causa disso que ele preferiu quebrar o protocolo e optou por não fazer o pronunciamento de abertura tradicional dos jogos. Depois desde ato, Lula afirmou, durante o programa “Café com o presidente”, que em sua vida política os aplausos e vaias significam momentos de reação das pessoas. Mas, ele disse que havia ido para o Pan Americano preparado para uma festa. Para ele, a sensação era como se fosse convidado para a festa de aniversário de um amigo e, ao chegar lá, se deparasse com um monte de pessoas que não queriam sua presença.

Além de constranger as autoridades presentes, as vaias aumentaram ainda mais o clima tenso em que acontece a Copa das Confederações. No sábado, diversos manifestantes protestaram próximo ao estádio contra aos gastos envolvidos na competição.

Dilma e Blatter ficaram no camarote do estádio Mané Garrincha. Perto deles estava José Maria Marin, desafeto de Dilma e presidente da CBF, do qual a presidente sempre busca distância devido ao passado de Marin ligado à ditadura.

Mas, no sábado, foi difícil a presidente fugir de Marin. Fotógrafo da CBF conseguiu fazer uma foto em que a presidente aparecia junto ao cartola, o que para ele ajudará a comprovar sua força, objetivando a eleição para a CBF em 2014.