Publicado em: quinta-feira, 20/02/2014

Dilma critica manifestantes que não vão às ruas de cara limpa

Dilma critica manifestantes A onda de manifestações que segue acontecendo no Brasil, ainda que de maneira menos constante, ainda incomoda o Palácio do Planalto. Em entrevista a rádios de Alagoas, a presidente Dilma Rousseff criticou manifestantes que escondem o rosto durante os protestos. Segundo a palavra da própria Dilma, eles não são “democratas”.

Dilma ainda afirmou que é contra qualquer ato de violência durante os protestos, e que atos de vandalismo não devem ser tolerados em um país democrático, defendendo punição severa a quem destrói o patrimônio, os quais ela classifica como .

Está em desenvolvimento, pelo governo federal, um projeto para conter a violência nas manifestações de rua, que deve ser encaminhado ao Congresso nos próximos dias. A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, durante uma manifestação no Rio de Janeiro, deve acelerar o processo, que já era estudado desde as primeiras grandes ondas de protestos.

Dilma afirmou que as polícias estarão unidas durante a Copa do Mundo, inclusive com o apoio de órgãos de força federais e das Forças Armadas para conter protestos violentos nas cidades sedes da competição.

Confirmação de sede da Copa gera protesto. Adesão foi pequena

Aparentemente a adesão popular às manifestações está diminuindo ao passo em que a violência aumenta. Em Curitiba (PR), um grupo pouco mais de 50 manifestantes fez uma passeata, organizada pela rede social Facebook, sob o tema “Não vai ter Copa em Curitiba”. A ideia inicial era reunir cerca de mil pessoas e deslocar o grupo até a Arena da Baixada, estádio que vai receber os jogos na capital paranaense.

Entretanto, o roteiro foi alterado devido a ameaças vindas da Torcida Organizada Os Fanáticos, do Atlético Paranaense, clube ao qual pertence a Arena. Como alternativa, o grupo se deslocou até um shopping de luxo em um dos bairros mais ricos da cidade. Lá, tentaram realizar um “rolezinho”, mas foram barrados pela segurança do local, o que gerou bate-boca entre os lados.

Não houve registro de grandes problemas na manifestação. Apenas três casos de hostilidade contra a imprensa, logo no início do ato, e em frente ao shopping, onde uma motorista tentou furar a barreira de manifestantes. A proprietária do veículo, entretanto, alegou que seu carro foi danificado por chutes e socos.