Publicado em: sexta-feira, 17/02/2012

Dilma apóia produtores de vinho do Sul e diz que vai combater comércio predatório

Em visita a Caxias do Sul nesta quinta-feira (16), na Serra Gaúcha, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), apoiou os produtores de vinho que reclamam das desvantagens nas vendas devido à concorrência com bebidas importadas do Chile, Argentina e Uruguai. Segundo a presidente, o governo brasileiro não deve ficar parado diante da necessidade de combater práticas comerciais predatórias.

Segundo Dilma, o governo deve se encarregar das providências contra as práticas comerciais danosas para os produtores. A presidente também salientou que hoje o país tem um bom preço para a uva (R$ 0,57 o kg) e já obteve ainda o selo fiscal para os produtos. Dilma fez ainda elogiou os produtos comercializados na região e, principalmente, a atuação empresarial dos municípios que pertencem a serra gaúcha.

Governo deve estimular produção e exportação

Além de falar sobre a questão local dos produtores de vinho, a presidente discursou sobre questões econômicas gerais. Dilma disse, por exemplo, que vai trabalhar para estimular à produção e exportação com o objetivo de alcançar a meta de crescimento de 4,5% prevista para este ano. O governo pretende melhorar as medidas tributárias e oferecerá crédito para investimento.

A presidente lembrou, em seu discurso, que desde o plano Maior Brasil, o governo tem dado atenção para o mercado interno e para a concorrência com o objetivo de melhorar a competitividade. Dilma esteve em Caxias do Sul, na serra gaúcha, para a abertura da 29ª Festa Nacional da Uva. O evento iniciou às 17h e não foi aberto ao público.

Proteção do vinho

Ontem (16), o Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB) afirmou que o governo já está trabalhando nesta questão do vinho brasileiro. Segundo ele, o projeto que está sendo elaborado pretende fazer uma equiparação dos rótulos das bebidas. O objetivo é dar o mesmo tratamento para vinho nacionais e importados. Além dessas ações, o ministro anunciou que deve dialogar com os países do Mercosul, principalmente com a Argentina e o Uruguai, que são grandes produtores da bebida e fortes concorrentes do mercado interno brasileiro.