Publicado em: terça-feira, 20/03/2012

Dilma anuncia programa para melhorar ensino no campo

A presidente brasileira Dilma Rousseff anuncia hoje, terça-feira (20), o Programa Nacional de Educação do Campo, o Pronacampo. O Programa deve impulsionar a qualidade da educação na área rural.

O Pronacampo prevê ainda a construção de novas e reformas de antigas escolas, além da qualificação dos educadores, o desenvolvimento de grades do currículo e matérias específicas, que precisam ser adaptadas à realidade dos estudantes que moram e estudam na zona rural.

Os estabelecimentos de educação situados nas áreas rurais correspondem a 12% das matrículas de educação básica em todo o Brasil. Os indicadores de educação do campo são bem abaixo dos verificados nas áreas urbanas.

Por exemplo: a taxa de analfabetismo no Brasil, entre a população com mais de 15 anos é de 9,6%. Quando avaliado a zona rural, o número sobre para 23,2%. No campo, apenas 15% dos jovens de 15 a 17 anos estão cursando o ensino médio, além de apenas 6% das crianças com até três anos terem acesso à creches.

Medidas programadas

Entre as ações planejadas para melhorias destes índices está a produção de material didático produzido especialmente para as escolas do campo, onde devem ser abordados temas sobre a realidade rural. Até então, os estudantes da zona rural estudavam com o mesmo material e conteúdo que era enviado para as outras áreas do país.

O Pronacampo também planeja a construção de mais escolas, além de oferecer cursos de formação continuada para os educadores e melhoras a estrutura das unidades já atuantes. Atualmente, um número próximo de 11 mil escolas da área rural não possui luz elétrica, representando 15% do total de escolas no país.

De acordo com um relatório elaborado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a maioria das escolas destas áreas também não conta com laboratório, biblioteca ou espaços de lazer.

O Programa Nacional de Educação do Campo foi encomendado pela presidente ao Ministério da Educação ainda no ano passado. O processo para negociação envolveu diversas reuniões com entidades e movimentos sociais relacionados ao campo, juntamente com o ministro da Secretaria Geral da presidência, Gilberto Carvalho.