Publicado em: terça-feira, 09/07/2013

Dilma anuncia programa para levar médicos a regiões mais carentes

Dilma anuncia programa para levar médicos a regiões mais carentesFoi lançado ainda ontem, segunda feira (8), o programa Mais Médicos, em Brasília. A proposta é que o número de médicos atuando no Sistema Único de Saúde aumente nas regiões mais carentes do Brasil. Para isso, será também permitida a vinda de profissionais da área de fora do Brasil ou de brasileiros que realizaram a formação no exterior, sem ser necessária a revalidação do diploma para atuar na rede pública de saúde do Brasil.

O Governo Federal prevê que até meados de setembro já estejam atuando no Brasil a maioria dos profissionais da medicina que forem selecionados dentro do programa Mais Médicos. A medida da presidente Dilma Rousseff também determina a abertura de quase 12 mil vagas em faculdades de medicina com prazo máximo até 2017, valendo a partir de 2015, além disso, também aumenta em dois anos a grade curricular do curso de medicina, tanto nas faculdades particulares como nas públicas. A formação desta medida estará voltada para a atenção básica no primeiro ano e também os setores de emergência e urgência no segundo ano.

Ainda nesta época, os estudantes receberão uma autorização limitada para atuar na medicina, ganhando bolsa para atendimento básico no SUS. Ainda hoje devem ser publicados três editais no Diário Oficial da União, convocando os médicos, brasileiros e estrangeiros, que estiverem interessados no programa, outro documento destinado às cidades que estão com demanda de médicos e o último para selecionar quais serão as universidades que ficarão responsáveis por supervisionar os médicos estrangeiros que virão atuar no Brasil.

Somente com o cruzamento destas informações é que o Ministério da Saúde conseguirá determinar com exatidão a quantidade de vagas de médicos, mas a estimativa do órgão é que nas periferias e municípios de interior sejam abertas 10 mil vagas. Somente estrangeiros que tenham se formado com uma grade curricular similar à brasileira, com proficência em português e que tenham autorização para exercer a medicina livremente podem participar do programa. Países como Peru, Paraguai e Bolívia já estão fora da oportunidade por apresentarem uma proporção de médicos para cada mil habitantes abaixo de 1,8, outro critério do Programa Mais Médicos.