Publicado em: sábado, 26/05/2012

Dilma agrada bancada ambientalista, mas ruralistas reclamam dos vetos

A decisão da presidenta Dilma Rousseff com relação ao Novo Código Florestal volta a causar problemas com o Congresso. A presidente anunciou ontem que vetou 12 pontos do texto. Isso fez com que a presidente fosse bem vista pelos ambientalistas na Câmara dos Deputados, no entanto os problemas começaram com os ruralistas que reclamaram do posicionamento do governo. Durante entrevista, Zequinha Sarney (PV-MA), líder do Partido Verde na Câmara, disse que a presidente cumpriu os compromissos que propôs no segundo turno das eleições de 2010, quando foi eleita. Embora o partido de Sarney esperasse que o código fosse totalmente vetado pela presidente, é possível considerar os votos parciais como um avanço do governo para propor as novas diretrizes para a política ambiental. Além disso, havia um problema com a base no congresso, pois o veto total seria um enfrentamento muito grande com a base no Congresso Nacional.

Ambientalistas consideram os vetos de maneira positiva

Conforme explicou o deputado Antônio Roberto (PV-MG), integrante da Frente Ambientalista na Câmara, o avanço mais significativo de Dilma foi vetar a anistia a quem desmatou irregularmente. Aprovar esse texto seria anistiar criminosos ambientais e essa é a grande luta do movimento ambientalista brasileiro neste momento, segundo Roberto. Além disso, a garantia da recomposição de matas nas proximidades de rios também foi positiva. Segundo o relator do texto na Câmara, autor Paulo Piau (PMDB-MG), a decisão da presidente foi ponderada.

Ruralistas criticam vetos de Dilma ao Código Florestal

Embora Dilma tenha agradado os ambientalistas, o mesmo não ocorreu com os ruralistas que se sentiram agredidos pela presidente. De acordo com o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), os vetos foram uma afronta ao Congresso Nacional. Ele disse ainda que o DEM vai entrar com um mandado de segurança na Justiça contra a Medida provisória feita pela presidente. Os detalhes daquilo que foi vetado pela presidente deverá ser publicado segunda-feira, no Diário Oficial da União.