Publicado em: segunda-feira, 15/07/2013

Dilma afirma que Mercosul deve tomar medidas contra espionagem

Dilma afirma que Mercosul deve tomar medidas contra espionagemDilma Rousseff durante a cúpula do Mercosul que aconteceu neste fim de semana no Uruguai, afirmou que o nosso bloco de países do Mercosul deve se posicionar e tomar as medidas pertinentes e cabíveis em proteção para evitar que se repitam os episódios de espionagens como os que recentemente tomaram conhecimento público.

Para a presidenta os países precisam além de manifestações, de ações, como a adoção de medidas que sejam coerentes e coíbam espionagens, no mesmo discurso Dilma saudou a decisão feita pelo Mercosul discordar desta espécie de monitoramento realizado pelo país norte-americano. Dilma lembrou-se também de saudar a decisão ao direito de cessão de asilo, referindo-se ao norte-americano Edward Snowden, acusado de espionagem e que a Venezuela, um dos países do Mercosul abriu as portas, a presidenta também fez repúdio aqueles países que impediram o pouso da aeronave de Evo Morales.

O jornal O Globo denunciou em matéria que nesta década os indivíduos que estão como residentes ou que estiveram em trânsito no Brasil e também as empresas que se instalaram aqui passaram a ser alvo da espionagem norte-americana através de sua National Security Agency (NSA) – Agência Nacional de Segurança através da coleta de e-mail e também telefonemas.

De acordo com a reportagem do jornal não existem ainda números que sejam precisos, porém no mês de janeiro o país teve sua colocação atrás apenas do próprio Estados Unidos que contou com um número de 2,3 bilhões em mensagens e telefonemas espionados.

Ainda na cúpula, Dilma disse acreditar que a segurança de um país assim como a privacidade de seus cidadãos e negócios tem por direito de ser preservadas e este é o momento preciso onde o Mercosul pode demarcar o seu limite. Para ela as denúncias recentes que informações de cidadãos assim como de instituições brasileiras foram âmbito de espionagem, se real fere a soberania do país e o direito individual de cada um, que é inalienável a população.