Publicado em: quarta-feira, 02/04/2014

Detector de caixa-preta é levado à área de busca do avião desaparecido

Detector de caixa-preta é levado à área de busca do avião desaparecidoUm equipamento especializado em detectar a presença de caixas preta foi levado por uma embarcação australiana até o local onde continuam sendo realizadas as buscas pelos destroços do avião da Malasya Airlines.

A aeronave segue desaparecida desde o dia 8 de março e acredita-se que as 239 pessoas que estavam a bordo não resistiram à queda do avião. A peça está sendo levada por um navio Ocean Shield, além também de um pequeno submarino não tripulado.

A chegada da peça à área de buscas, que fica a cerca de 1.850 quilômetros ao oeste na costa oeste da Austrália, está prevista para sexta feira apenas. O equipamento será arrastado pelo navio, assim que chegar ao local, em uma velocidade de cinco quilômetros por hora, na tentativa de encontrar algum sinal da caixa preta da aeronave desaparecida.

Entretanto, acredita-se que a bateria da caixa preta pode durar ainda mais uma semana. O ministro da Defesa da Austrália, David Johnston, declarou a imprensa que eles estão calculando terem o prazo de uma semana, dependendo da profundidade, pressão e temperatura da água para encontrarem a peça, assim como a duração da bateria. Muitos objetos já foram avistados na área, incluindo quatro deles na cor laranja. Apesar de terem sido considerados pistas promissoras no último domingo, as autoridades australianas informaram mais tarde que se tratava de materiais de pesca.

As buscas realizadas por uma força tarefa internacional estão sendo dificultadas por condições de baixa visibilidade na área. As operações de resgate estão sendo acompanhada pelo primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak.

O voo desaparecido saiu de Kuala Lumpur com 239 pessoas a bordo rumo a Pequim e depois de 40 minutos após a decolagem, desapareceu dos radares civis do país de origem. No avião estavam mais de 150 chineses, cerca de 50 malaios, incluindo os tripulantes, seis australianos, sete indonésios, cinco indianos, três americanos, quatro franceses, dois ucranianos, dois neozelandeses, dois canadenses, um holandês, um russo, um taiwanês e ainda dois iranianos que estavam usando passaportes roubados.