Publicado em: quinta-feira, 01/03/2012

Desemprego na zona do euro alcança 10,7% em janeiro

O índice de desemprego aumentou para 10,7% em janeiro na zona do euro. Em dezembro de 2011 foram registrados 10,6% de alta. A informação foi anunciada, nesta quinta-feira, pela agência europeia de estatísticas Eurostat. A taxa de desemprego da zona do euro equivale a 16,92 milhões de pessoas sem trabalhar. A Espanha, da mesma forma que em dezembro de 2011, é o país que mais sofre com a taxa de desemprego, que agora chega a 23,3%.

Dentre os países com maior índice de desemprego, em segundo lugar está a Grécia com 19,9%, seguida por Irlanda e Portugal (14,8% cada). Estes quatro países integram, juntamente com a Itália, o grupo de países com as economias mais ameaçadas pela crise. O grupo foi intitulado de PIIGS europeus. Três deles já receberam ajuda de créditos da União Europeia e todos também passaram a adotar regras mais rígidas de austeridade exigidas pela UE.

Ao contrário destes países, há outros que possuem as menores taxas de desemprego e estão em uma situação mais tranqüila. Trata-se da Áustria (4,0%), Holanda (5,0%) e Luxuemburgo (5,1%). Em toda a União Europeia, a taxa de desemprego registrada foi de 10,1% em janeiro, um valor também mais elevado se comparado com 2011.

Países europeus sofrem com alta nos preços dos alimentos

Neste mês, devido a uma queda nas temperaturas em toda a Europa e com a elevação dos preços do petróleo provavelmente, foi contatada uma ligeira alta nos preços ao consumidor. Com isso, a inflação da zona do euro chegou a 2,7%.

Os dados também são da Eurostat. Devido à crise econômica os preços de bens, alimentos e combustíveis baixaram em relação ao pico de 3% do ano passado, mas com a alta do preço do petróleo neste mês, a tendência de queda da inflação diminuiu.