Publicado em: quinta-feira, 12/07/2012

Desembargadora desacata policiais em blitz da lei seca em São Paulo

Uma desembargadora e sua filha, uma advogada, estão sendo acusadas de desacatar policiais durante uma blitz da Lei Seca realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, nessa quarta-feira (12).

Yara Ramires da Silva de Castro, que é desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), de São Paulo, e sua filha, a advogada Roberta Sanches de Castro, de 39 anos, tiveram que ser encaminhadas para a sede da Corregedoria da Polícia Militar, na região central da capital paulista. Elas discutiram com policiais militares da Companhia Tática do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran).

De acordo com as informações apuradas, Roberta estava dirigindo seu veículo, um Chery QQ vermelho, por volta das 23h45, que estava sendo ocupado por outras duas passageiras além de sua mãe. Elas foram paradas em uma blitz da Operação Direção Segura, que estava sendo realizada na Avenida Paulista, na pista que vai sentido centro, na altura do prédio da Fundação Cásper Líbero.

De acordo com os policiais, quando um deles solicitou a apresentação da CNH da motorista de Roberta e a convidou para realizar o teste do bafômetro, a motorista teria ficado indignada e disse “mostra a eles que somos”, para a mãe.

A desembarcadora teria descido do veículo e atirado o seu documento de identificação contra o policial. Depois de pegar novamente seu documento, as duas tentaram deixar o local, mas não puderam porque os documentos de Roberta ainda estavam com os policiais.

Para consegui-los de volta e deixar o local, Roberta tentou agredir os soldados. AS duas passageiras que estavam com a desembarcadora e a advogada teriam dado razões aos policiais e desistiram da carona e pegaram um táxi. Já mãe e filha foram enviadas para a Corregedoria da PM, onde prestariam depoimento e depois levadas para o plantão policial dos Jardins. As duas responderão pelo crime de desacato e a motorista ainda deverá responder por um ato de infração de averiguação de embriaguez, já que se negou a passar pelo teste do bafômetro e receberá uma multa no valor de R$ 957,70.