Publicado em: quinta-feira, 10/04/2014

Deputado Júlio Delgado é relator do processo de André Vargas

Deputado Júlio Delgado é relator do processo de André VargasAndré Vargas (PT-PR) é vice-presidente da Câmara e deve responder pelo envolvimento em lavagem de dinheiro no Conselho de Ética. Ele é suspeito de ter ligação com o doleiro Alberto Youssef, que foi preso pela Polícia Federal.

O deputado Júlio Delgado (PSD-MG) recebeu indicação do presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PSD-SP), para ser o relator do caso.

Primeiramente o processo foi instaurada para averiguar se André Vargas transgrediu as regras da casa. Caso as denúncias sejam confirmadas, o mandato do deputado ser cassado. As suspeitas são de que Vargas tenha participação no esquema corrupto de Youssef. Eles teriam movimentado cerca de R$10 bilhões.

A oposição composta por PSDB, PPS e DEM protocolou o processo. A investigação deverá partir do pressuposto que Vargas teria usado um jatinho locado por Youssef. O deputado Delgado já foi relator do processo que resultou na cassação de mandato de José Dirceu. Isso aconteceu no ano de 2005.

Delgado deve dar um parecer preliminar a qual deve indicar se o pedido da oposição é apta. Na semana que vem, Delgado vai apresentar um parecer que será votado pelos outros deputados que fazem parte do Conselho de Ética.

Caso a votação favorável ao parecer, as investigações terão início.

De acordo com o relator do caso, até o mês de junho o relatório final será apresentado. A ideia é que isso aconteça antes do início dos jogos da Copa do Mundo de Futebol, já que será recesso no Congresso.

O relatório final pode culminar em punição leve como advertência, passando por uma suspensão breve ou até a cassação.

As avaliações preliminares de Júlio Delgado ainda não foram divulgadas. Mas, o deputado afirma que André Vargas realmente transgrediu o decoro parlamentar. E

le afirma isso com base de que todos os dias mais fatos são descoberto não deixando margem de dúvida sobre a ligação de André com o doleiro Youssef. A conclusão do processo tem o prazo de noventa dias úteis.

Quem tentou impedir o encaminhamento do processo foi o deputado Zé Geraldo (PT-PA). Ele argumentou que não há provas concretas contra André Vargas. Houve discussão na última reunião da Câmara até que o presidente do Conselho de Ética recusou as explicações de Zé Geraldo.