Publicado em: terça-feira, 17/04/2012

Depois de 26 horas, rebelião em penitenciária chega ao fim

A rebelião que começou na tarde do último domingo (15), feita por 470 presos do Complexo Penitenciário Advogado Antonio Jacinto Filho (Compajaf), finalmente chegou ao fim durante a tarde desta segunda-feira (16). O encerramento aconteceu depois de negociação com o secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy. Todas as 128 pessoas que eram feitas reféns foram libertadas e não houve feridos.

Os primeiros reféns começaram a ser soltos já no começo da manhã, sendo que eram a mãe e a irmã de um dos presos. Algumas horas depois, um dos três agentes penitenciários e mais 27 familiares também puderam sair do local porque foi feita uma troca e os detentos receberam garrafões de água. No início da tarde, mais 16 reféns foram soltos.

Com o fim da rebelião, os 82 familiares que ainda estavam de reféns foram libertados. Os detentos começaram a dar indícios de que iriam ceder no início da tarde ao entregarem armas brancas e revólveres que estavam dentro do presídio.

As principais reivindicações dos presos são a transferência para outros complexos penitenciários, maior programação televisiva, tratamento melhor das mulheres que visitam o complexo, agilidade dos processos dos réus, integridade física garantida, entre outros.

Para João Eloy, várias reivindicações são pertinentes e as denúncias de maus-tratos serão apuradas. Depois que a rebelião acabou, cinco detentos foram levados para outro local, uma das exigências. Além disso, o fornecimento de água já funciona normalmente, mas uma das exigências não será atendida, que é a mudança na direção e da administração.

De acordo com as informações do negociador Marcos Carvalho, as negociações foram feitas de maneira tranquila, sem violência e na base da conversa. Policiais civis e militares, além do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão de prontidão caso seus serviços sejam necessários.