Publicado em: segunda-feira, 03/03/2014

Delúbio Soares tem benefício suspenso e é transferido para o presídio da Papuda

Delúbio Soares é transferido para o presídio da PapudaO ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, teve o benefício suspenso de cumprir a pena no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) e ter trabalho externo, a decisão foi tomada pela Justiça e divulgada na última quinta-feira (27), pela Secretária de Segurança Pública do Distrito Federal. Com a decisão, o petista foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda. O petista estava trabalhando há mais de um mês, no escritório da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Brasília. Sua rotina se baseava em ir trabalhar durante o dia, sendo liberado para ir almoçar e a noite voltava para dormir no centro de progressão. Após discussão afim de chegar a uma decisão, a Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, chegou ao consenso que deveria abdicar provisoriamente o benefício de trabalho externo que Delúbio possuía, ele cumpre a pena de 6 anos 8 meses pelo crime de corrupção ativa, caso do Mensalão PT. A deliberação se suspender este benefício foi feita após um pedido do Ministério Público do Distrito Federal para que fossem tomadas as devidas providencias as denúncias em relação as “regalias” no CPP. O órgão também citou outros privilégios no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), onde está detido o condenado e ex-ministro da casa civil, José Dirceu.

Regalias

O juiz Bruno Ribeiro que suspendeu os benefícios de Delúbio, alega que a decisão se estenderá até que ele seja ouvido sobre as denúncias que foram feitas. A audiência está agendada para 18 de março, por meio de vídeo conferência, e após a sessão será decidido se a suspensão será ou não mantida. A defesa de Delúbio nega que ele tenha tido qualquer tipo de “regalia” enquanto estava no CPP. O advogado Arnaldo Malheiros ainda afirma que, não tem sido dada regalias, essa história de feijoada é uma fantasia. O que aconteceu, foi que os companheiros dele de cela, compraram sim na cantina uma costela de porco em lata, misturaram com a xepa e chamaram de feijoada. Não foram o pessoal do mensalão, foram outros presos da mesma cela, todavia, isto é comum nas cadeias, é tudo coletivo, finaliza Arnaldo.