Publicado em: sábado, 02/06/2012

Delta quer impedir quebra de sigilo

Delta quer impedir quebra de sigilo Depois de ter a quebra de sigilo aprovada para auxiliar nas investigações da CPI que investiga, no Congresso Nacional, a relação entre o bicheiro e agentes públicos e privados, a empreiteira Delta entrou com recurso ontem, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico. A empresa é suspeita de ser usada como laranja no esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que foi preso no começo do ano. A quebra de sigilo foi aprovada CPI no final da última semana. Como explicou Matheus Mela Rodrigues, delegado da Polícia Federal (PF), a construtora Delta pode ter recebido benefícios por meio de contratos, pois seus dirigentes tem contato com o bicheiro. Por meio dessa ligação as empresas JR, Brava e Alberto&Pantoja – podem ter sido utilizadas para lavagem de dinheiro e envio de dinheiro para o exterior.

Advogados argumentam que não há motivos para a violação de sigilo

Os advogados da empresa, que encaminharam o pedido de anulação da quebra de sigilo, para a Suprema Corte, argumentam que não há fundamentos para que o sigilo seja violado. Segundo eles, o fato de existirem matérias jornalistas que mostram o crescimento financeiro da empresa Delta não pode ser usado como única prova para investigação. Isso, segundo eles, não pode ser usado para violar as ligações telefônicas feitas por pelo menos 30 mil funcionários que terão a privacidade violada. Segundo os advogados, a única ligação entre a empresa e Cachoeira era por meio de seu ex-diretor, Cláudio Abreu. Ele era responsável somente pela filial da região Centro-Oeste e, por isso, não há razão para que o sigilo de toda a empresa seja quebrado. De acordo com o texto da ação, a apuração de informações deve ser entre o ex-diretor da região Centro-Oeste e Cachoeira, deixando a empresa sem quebra de sigilo.