Publicado em: quinta-feira, 19/06/2014

Defesa de reús do mensalão comemoram o afastamento de Barbosa do STF

Defesa de reús do mensalão comemoram o afastamento de Barbosa do STFNessa terça-feira (17), a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa de deixar a relatoria das execuções das penais dos 24 condenados na ação penal, fez com que os advogados dos réus do processo do mensalão do PT comemorassem o fato. De acordo com o advogado Alberto Toron, que é responsável pela defesa do ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), Barbosa não possuía condições emocionais de continuar na relatoria do processo. Ele afirma ainda que somente agora a lei poderá ser cumprida, ao invés do arbítrio.

Seu afastamento é uma forma que ele encontrou de se redimir da própria falha, mesmo que seja de maneira enviesada. “A única coisa que faço é aplaudir o afastamento como um gesto de bom senso”, diz.

‘Deveria ter pedido afastamento do julgamento’

A defesa de Pedro Correa, ressalta que os advogados foram mal compreendidos, e que não concorda com a afirmação do ministro Joaquim Barbosa que alguns profissionais teriam atuação política. Ele acredita que estão garantindo o direito de cidadão brasileiro, por isso Pacheco foi ao limite, agindo como quem tem um cliente doente. Ele pedia que o cliente fosse julgado, nenhum advogado do caso mensalão saiu dos parâmetros da lei.

Já os advogados do ex-ministro José Dirceu, José Luís de Oliveira Lima, e do ex-deputado José Genoino e Luiz Fernando Pacheco, se recusaram a comentar sobre a decisão do ministro. Na última sessão de quarta-feira (11), Pacheco foi expulso por Barbosa. O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, acusado de ter sido ‘a cabeça’ do esquema mensalão, disse não ter se surpreendido com o afastamento de Barbosa, afinal, a posição do presidente do Supremo, não aparenta ser um fato especial, ressaltando que ele deveria ter pedido do afastamento do julgamento.

A defesa de Simone Vasconcelos, o advogado Leonardo Yarochewsky também deu sua opinião sobre a decisão e afirmou que Joaquim Barbosa teve uma posição diante do processo ‘muito pessoal’, como se este fosse o único processo de sua vida.