Publicado em: sexta-feira, 03/05/2013

Defensoria Pública da União faz pedido para que demolições do Julio De Lamare e Célio de Barros sejam impedidas

Defensoria Pública da União faz pedido para que demolições do Julio De Lamare e Célio de Barros sejam impedidasOutra tentativa para impedir que tanto o Parque Aquático Júlio De Lamare como o Estádio de Atletismo Célio de Barros sejam demolidos foi protocolada durante a terça-feira (30). Agora quem realiza a ação é a Defensoria Pública da União em um ofício feito para o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na cidade do Rio de Janeiro.

Este documento que é assinado pelo defensor André Ordacgy, pede que os dois equipamentos esportivos sejam tombados. Neste mesmo dia, o Estado começou a derrubada da bilheteria e do centro de treinamento de Saltos Ornamentais Carlos Arthur Nuzman, que estão localizados logo na entrada do Parque aquático.

Neste pedido de tombamento, é citado pela Defensoria os valores que foram gastos com verbas públicas durante a última reforma do Estádio Célio de Barros e que o Parque Aquático Júlio Delamare já chegou a receber grandes nomes da natação do Brasil, como Gustavo Borges, Thiago Pereira e Cesar Cielo, fora investimentos de R$ 10 milhões para a reforma para que o Pan-Americano de 2007 fosse disputado.

Além disso é citado o valor histórico destes dois locais, pois o Estádio Célio de Barros teve sua fundação no ano de 1954 e tem a primeira pista oficial de 400 metros do país além da primeira que conta com material sintético em toda a América Latina, e foi palco de treinamentos e competições esportivas nacionais e internacionais que chegou a consagrar atletas renomados como João do Pulo, Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, Zequinha Barbosa, Nelson Prudêncio, Robson Caetano e muitos outros.

A assessoria de imprensa do IPHAN, que fica na capital Brasília, disse que esta solicitação vai ser apreciada. E no ofício, a Defensoria fixou o prazo de 48 horas para a resposta, prazo que acabou durante a meia-noite desta quinta-feira (2), porém ainda não chegou a ser divulgado. O instituto fez a defesa de que só o estádio foi inscrito no ano de 2000, no Livro Etnográfico, e que o entorno do local, isto é, os outros equipamentos esportivos, não tinham sido contemplados na preservação.