Publicado em: segunda-feira, 11/11/2013

Decretada prisão de mãe e padrasto do menino desaparecido em Ribeirão Preto

Decretada prisão de mãe e padrasto do menino desaparecido em Ribeirão PretoHoras depois da confirmação de que o corpo encontrado em um rancho em Barretos, na manhã deste último domingo, era do garoto Joaquim Ponte Marques, de três anos, foi acatada pela justiça a prisão preventiva da mãe do menino Natália Ponte e do padrasto Guilherme Longo.

O fim do mistério da criança desaparecida há cinco dias teve desfecho trágico, quando na manhã de ontem, o dono de um rancho no Rio Pardo, Barretos visualizou um corpo boiando e chamou a polícia.

O delegado João Osinski Júnior, diretor do departamento de Polícia Judiciária do Interior, o padrasto é o maior acusado do crime, entretanto, ainda existe linha de investigação de que a mãe da criança de alguma forma contribuiu para o crime.

O responsável pela averiguação não deu outros detalhes quanto à localização dos suspeitos com o intuito de preservar o trabalho da polícia até que o crime tenha sido esclarecido. Uma análise preliminar do Instituto Médico Legal rechaçou a hipótese de morte por afogamento, uma vez que os pulmões do garoto não tinham água. O episódio reforça a tese de que o menino foi morto próximo a sua casa e posteriormente seu corpo jogado no córrego.

A população da cidade interiorana se revoltou e logo que foi divulgado que a criança tinha sido encontrada morta, populares ameaçaram invadir a residência em que a família vivia, na tentativa de linchar a mãe e o padrasto de Joaquim, a polícia teve que isolar o local.

Revolta também quando a mãe de Joaquim chegou presa na delegacia para prestar depoimento. Muitas pessoas gritavam palavras de ordem e até mesmo tentaram se aproximar do veículo em que Natália estava.

A principal linha de investigação vai ser recontar a história de Longo que se declarou dependente químico e que no suposto dia do desaparecimento afirmou tem se ausentado da casa por volta de 40 minutos atrás de drogas e quando saiu deixou a porta aberta e que o menino estava na residência.

Um cachorro da polícia farejou roupas do padrasto e do menino, na última sexta-feira e chegou ao mesmo local, inclusive com as mesmas paradas, que era a beirada do córrego nas duas situações. Nas roupas da mãe o cachorro não fez o percurso anterior.

O delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, afirmou que aguardará os laudos para confirmar a causa da morte se foi por esganadura ou por envenenamento, estimativa é de que os resultados cheguem em 30 dias.