Publicado em: sábado, 17/03/2012

Decisão sobre greve é adiada em SP

Os professores de São Paulo realizaram na tarde de ontem, sexta feira (16), uma assembleia no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, onde foi decido a realização de um novo debate no dia 20 de abril, onde ai sim será decidido se a categoria irá realizar uma greve.

Os docentes ainda estão aguardando a posição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) a respeito da jornada extraclasse, prevista na lei nacional que determina o piso do magistério.

A presidente da Apeoesp, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Izabel Noronha, afirmou que se o governo não cumprir o calendário de implantação do piso, ai sim a greve será colocada em votação na assembleia.

A paralisação que durou três dias desta semana contou com a participação se mais de um terço da categoria, de acordo com o Sindicato, porém de apenas 5% dos docentes, de acordo com a secretaria de Educação estadual.

Diferentes interpretações

Quanto ao piso nacional, estabelecido em R$ 1.451,00, o estado de São Paulo já vem cumprindo a lei. Entretanto, professores e governo do estado divergem na interpretação de outros pontos da lei nacional, no dispositivo que determina a destinação de um terço da jornada para atividades extraclasse.

A defesa do sindicato é para que o tempo correspondente a sete aulas seja destinado para as atividades extraclasses, como por exemplo, a correção de provas e preparação de aulas. Atualmente, este período corresponde a uma aula.

A diferença nas interpretações acontece porque, de acordo com a Secretaria, cada uma das aulas tem 60 minutos, mas desde janeiro conta com apenas 50 minutos. A alegação do governo é que estes 10 minutos restantes são destinados aos professores para desenvolverem suas atividades extraclasses.

O sindicato alega que este período é usado apenas para à mudança de salas de aula e outros atendimentos aos alunos. A manifestação da categoria iniciou ontem durante a tarde, próximos ao estádio do Morumbi, zona sul. Representantes de diferentes cidades de São Paulo acompanharam o ato, que ia para a sede do Governo.