Publicado em: quarta-feira, 03/09/2014

Decisão de Dilma em apoiar lei da homofobia é criticada

Decisão de Dilma em apoiar lei da homofobia é criticadaNa última terça feira, dia 2 de setembro, Luciano de Freitas, o secretário nacional do segmento LGBT do PSB, deu uma entrevista ao portal de notícias UOL, criticando o apoio de Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição para presidência do Brasil, ao projeto de criminalização da homofobia. De acordo com ele, a postura da presidente não passa de uma forma conveniente de aproveitar a situação, apontando que os direitos LGBT estariam se tornando uma moeda de troca nestas eleições.

Em 2010, no segundo turno das eleições, a presidente Dilma chegou a mandar uma carta para diversas lideranças religiosas, onde se comprometia a não defender temas considerados políticos para as entidades, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou mesmo o aborto. Já no final do ano passado, a presidenta ainda articulou com seus aliados para que o projeto de lei que criminaliza a homofobia, PLC 122, acabasse engavetado, evitando que ela sofresse com alguma represália durante sua campanha para reeleição neste ano.

Também foi durante o governo de Dilma que a Comissão de Direitos Humanos acabou sendo comandada pelo pastor Marco Feliciano, do PSC, que faz questão de sempre se declarar publicamente contrário ao reconhecimento dos direitos da comunidade LGBT. De acordo com o secretário, o apoio de Dilma à causa seria conveniente, já que estava gerando uma polêmica, especialmente negativa contra a candidata Marina. Por isso, seria conveniente que Dilma ou qualquer outro candidato da disputa se mostrasse mais aberto à causa LGBT. Entretanto, ele aponta que a prática atual do governo Dilma já se mostra contrária a este apoio.

De acordo com ele, se a presidente for cumprir o que está dizendo, será realmente um avanço, que ele vai comemorar, independente de qual partido esteja realizando. O secretário ficou conhecido no último final de semana, quando abandonou a campanha da candidata Marina, depois que a ex-senadora retirou de seu plano de governo uma série de propostas que visavam a defesa dos direitos dos LGBT, pressionada por grupos evangélicos que exigiam mudanças.