Publicado em: sábado, 10/12/2011

David Cameron isola Reino Unido ao se recusar a aceitar concessões

A conferência da Cúpula da União Européia terminou com um novo acordo entre 26 países do bloco europeu, composto por 27 nações, mas um dos principais pontos não chega a ser aquilo que foi concordado entre os representantes. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, conseguir fazer com que o Reino Unido fique cada vez mais isolado, pois foi o único governo que se recusou a fazer concessões para aderir ao acordo definido na conferência.

Ao mesmo tempo em que essa decisão pode manchar a imagem dos britânicos dentro do grupo europeu, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, terminou a reunião como um dos mais importantes líderes da discussão. Com isso, Sarkozy conseguiu conquistar o mérito de ter transformado a França em um dos pilares da discussão sobre a crise na zona do euro, sendo que simultaneamente deixou de lado a predominância dos ingleses.

De acordo com uma autoridade do bloco europeu que participou da cúpula, que se manifestou a respeito do veto francês à adesão do Reino Unido ao bloco europeu, “claro que não é somente um desejo antigo, mas também um objetivo antigo dos políticos franceses…porque na tradição francesa, o Reino Unido jamais pertenceu realmente à União Europeia, e isso vem desde De Gaulle”.

Logo após a reunião, outras nações não haviam aderido ao acordo, mas porque precisavam debater a decisão com seus Parlamentos. Logo na seqüência foi confirmado que a Suécia, Turquia e República Tcheca também concordaram em se comprometer com as decisões definidas na Cúpula da UE para tentar salvar o euro.