Publicado em: segunda-feira, 24/03/2014

Crise no RJ: Polícia Militar toma favelas, e limpa o caminho para entrada do exército em favelas do Rio de Janeiro

Crise no RJ: Polícia Militar toma favelas, e limpa o caminho para entrada do exército em favelas do Rio de JaneiroCom a confirmação do auxilio das forças nacionais nas favelas do Rio de Janeiro, a Polícia Militar realiza a ocupação de diversas comunidades neste sábado (22). O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) tomou as favelas Parque União e Nova Holanda, no Conjunto da Maré, na região norte da cidade.

Além disso, a polícia ainda invadiu e dominou os morros do Juramento e Juramentinho, no bairro de Vicente de Carvalho, e o Morro do Chapadão, no bairro Costa Barros. Lá o Batalhão de Choque prendeu dois homens por tráfico e roubo, além de ter realizado diversas apreensões de drogas e veículos roubados.

O Bope domina ainda, desde o último sábado (15), o Conjunto de Favelas do Alemão. Não houve registro de confrontos na região até o momento. Na Maré, 120 homens do Batalhão fazem uma varredura completa nas comunidades tomadas, com o apoio de helicópteros da PM.

Neste conjunto, uma série de ataques às bases das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) demonstrou todo o potencial dos criminosos da região. O governo acredita, inclusive, que os ataques foram orquestrados durante o período em que a bandidagem “permaneceu em silêncio”. Estima-se que 7 favelas com UPPs registraram ataques criminosos neste ano 2014.

Intervenção

O governador Sérgio Cabral viajou a Brasília na última sexta-feira (21), onde solicitou à presidente Dilma Rousseff que forças nacionais sejam enviadas para conter a violência nas favelas do Rio de Janeiro. Para esse auxílio, será destacado o Comando Militar do Leste (CML). Entretanto, o próprio comando informou que ainda não há previsão para que as tropas sejam deslocadas para as comunidades que estão registrando explosão da criminalidade.

Uma reunião realizada na madrugada de sexta-feira, no gabinete de crise, chegou à conclusão que os ataques partiram de dentro de presídios, orquestrados por facções criminosas. Em um deles, o comandante de uma UPP foi baleado com um tiro de fuzil na cabeça e morreu. Além disso, carros da PM foram incendiados, e contêineres foram atacados a bala.