Publicado em: sábado, 05/04/2014

Crise no RJ: Ocupação das Forças Armadas se intensifica na Maré

Crise no RJ: Ocupação das Forças Armadas se intensifica na MaréAos poucos, o efetivo policial presente no Complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, começa a ser substituído por equipes da Marinha e do Exército. Neste sábado, a movimentação de soldados e veículos bélicos pela região já é bem mais intensa graças à Operação São Francisco, que é liderada pelo Comando Militar do Leste (CML).

No total, 200 homens das tropas de choque da Polícia Militar e uma equipe da Polícia Civil atuam com o suporte de 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, e mais 450 da Marinha. O Ministério da Defesa ainda garantiu que a Aeronáutica ainda pode ser incluída nas ações.

Equipes realizaram bloqueios em avenidas importantes da capital fluminense para agilizar o deslocamento dos veículos blindados nesta madrugada. Além disso, diversas blitz foram feitas em todos os acessos ao conjunto de favelas, enquanto o patrulhamento era escoltado por três helicópteros. Porém, mesmo com uma movimentação tão intensa na região, não foram registrados tumultos ou qualquer outra grande movimentação até o início da manhã.

Trabalho grande

A ação do Exército e da Marinha vai cobrir uma extensa área de 10 quilômetros quadrados até 31 de julho. Até o momento, apenas 15 comunidades já contavam com intervenções militares, em um total de 130 mil pessoas. Estas investidas foram comandadas e executadas pela Polícia Militar, e serviu para “limpar caminho” para o avanço das tropas.

Fora das favelas também há cercos sendo realizados com frequência, buscando suspeitos e foragidos da justiça. Além da insegurança da população do Rio de Janeiro, o que também motiva a varredura é a localização do Conjunto da Maré, que fica entre as linhas Amarela e Vermelha, que servem de deslocamento para quem utiliza o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão).