Publicado em: sexta-feira, 14/03/2014

Crise no Rio: Subcomandante de UPP é assassinado na zona norte, e secretário tenta abafar problemas

Crise no Rio: Subcomandante de UPP é assassinado na zona norte, e secretário tenta abafar problemasUm ataque armado à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro vitimou fatalmente o tenente Leidson Acácio Alves, de 27 anos, subcomandante da unidade, na noite da última quinta-feira (13). Após o ocorrido, policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do 16º BPM (Olaria) se deslocaram para a região, para uma caçada aos criminosos.

A Divisão de Homicídios (DH) ficou responsável pelas investigações, e realizou perícia no Parque Proletário, local do confronto armado, na manhã desta sexta-feira. Leidson Acácio Alves morreu ao ser baleado na cabeça. Policiais que faziam o patrulhamento da região afirmam que, ao todo, pelo menos quatro ataques a PM foram realizados em diversos pontos da região.

Um perfil na rede social Facebook postou uma foto do local onde o tenente Alves foi alvejado, ainda com manchas de sangue no chão. A postagem continha uma comemoração ao ataque, e valorizando os criminosos da região da Penha. A polícia já investiga o autor, e vai tentar descobrir se ele teve algum envolvimento no crime.

Secretário nega crise

Com a morte do tenente, subiu para 18 o número de policiais militares mortos este ano no Rio de Janeiro. Em UPPs, Alves foi a 11ª vítima fatal desde a implantação das primeiras unidades, em 2008. Apenas em março já foram mortos quarto PMs lotados em UPPs. Mesmo com tais dados alarmantes, agravados pela série de ataques a contêineres de UPPs e a outras unidades policiais, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, nega que haja qualquer crise na segurança pública, especialmente nas áreas de Unidades Pacificadoras.

Segundo Beltrame, os ataques de traficantes a policiais são uma tentativa de fazer “terrorismo contra o estado”. Ele garantiu que, por mais que os casos de ataques tenham se tornado mais frequentes, o projeto não será abandonado, e que 38 UPPs não registraram qualquer problema em todo o período em que estão instaladas, provando que os problemas atuais são localizados e isolados.