Publicado em: sábado, 02/07/2011

Crise na Líbia: Rússia e UA se apóiam em crítica ao governo francês

Decisão tomada pela França de fornecer armas aos rebeldes da Líbia que lutam contra o governo de Muammar Khadaffi gerou ainda mais polêmica na comunidade internacional. Na quinta-feira (30), a Rússia e a União Africana fizeram críticas aos franceses por terem tomado a iniciativa. A crise na Líbia foi desencadeada pela série de conflitos que surgiram no Oriente Médio a partir da queda do ditador Egípcio, Hosni Mubarak.

O total do armamento entregado pelos franceses aos rebeldes líbios foi de 40 toneladas. Além do fato de incentivar os cidadãos contrários ao governo vigente de criar o estopim para uma guerra civil, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, ressaltou como a iniciativa francesa vai contra a determinação do Conselho de Segurança da ONU de proibir a venda de armamentos para a Líbia.

A veracidade da informação sobre a entrega das armas ainda está sendo apurada, pois a ONU nega conhecimento sobre a existência de tais armamentos. De acordo com as informações recebidas sobre o assunto, os franceses teriam lançado a carga por aviões e existem dados que mostram o crescimento de grupos rebeldes nos pontos específicos da região onde as armas teriam sido lançadas. Além das críticas aos franceses, o representante russo lembra como o seu país não concordou com a resolução de bombardeio à Líbia em defesa dos civis.

Com o exemplo da Somália em mente, a grande preocupação é que o acesso às armas destrua o país internamente. Além dos prejuízos na infraestrutura, a própria sociedade ficaria dividida com as consequências de algo próximo a uma guerra civil.