Publicado em: quarta-feira, 14/05/2014

Crise financeira faz com que salários de professores não tenham reajustes em três Universidades Paulistas

Crise financeira faz com que salários de professores não tenham reajustes em três Universidades PaulistasApós análises realizadas nos controles financeiros, Unicamp, USP e Unesp, decidiram não aumentar os salários dos professores neste ano, isso devido ao grande valor que já vem sendo gasto com salários, sendo assim os professores ficariam sem reajuste salarial ao longo deste ano.

Para os profissionais da área docente das universidades em questão a notícia não foi bem aceita, mas de acordo com a reitoria das instituições não há outra alternativa que possa ser tomada em relação a esse assunto.

A decisão em não aumentar os salários esse ano foi tomada pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas e há pelo menos dez anos isso não ocorria nas universidades, de acordo com o conselho qualquer reajuste no momento em que as instituições estão passando é inviável por falta de recursos.

De acordo com as instituições os gastos com pagamento de salários representam 94.47% na Unesp, esse valor na Unicamp é de 96.52%, já na USP os valores chegam a 105%, a USP é a que tem a pior situação já que apenas no primeiro trimestre do ano já gastou mais de R$ 250 milhões de suas reservas de finanças, além disso a USP no ano passado gastou cerca de R$ 1.3 milhões de suas finanças, um total que representa 40%da poupança da Universidade.

Uma reunião está para acontecer entre o Conselho das universidades e os representantes dos professores em que serão discutidas alternativas para o impasse sobre o salário, segundo o Conselho a situação será revista no mês de Setembro, mas o aumento é totalmente dependente da realização de repasses de recursos as instituições.

Questionada sobre o assunto de utilização das finanças em grande escala a USP não se manifestou, a assessoria de comunicação da instituição disse que todas as dúvidas e questionamentos que se tenham sobre esse assunto deverá ser tratado diretamente com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.