Publicado em: terça-feira, 26/07/2011

Crise dos Transportes: Assessor especial do ministro dos Transportes exonerado do cargo

Edição dessa terça-feira do Diário Oficial da União publica o 18 nome vinculado ao Ministério dos Transportes a ser exonerado. Dessa vez, o assessor especial do ministro dos Transportes, Wilson Wolter Filho (PT do B-AM), pediu demissão do cargo, a qual foi assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gelisi Hoffmann. Acredita-se que Wolter tenha decidido por sair do cargo após o escândalo envolvendo o Ministério dos Transportes com denúncias de superfaturamento em obras licitadas pela pasta.

Antes de assumir o cargo no Ministério, Wolter tentou entrar nas eleições de 2010 como primeiro-suplente no Senado pela vaga de Jefferson Praia (PDT). Porém, Wolter não foi escolhido para representar o posto. Antes de Wolter, o último nome a ser exonerado do Ministério foi o de Luiz Antônio Pagot, que estava tentando evitar sua saída do cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes.

Quando as denúncias estouraram no começo de julho a partir de uma reportagem da revista Veja, Pagot saiu de férias antes que pudesse ser demitido ou de entregar a sua própria demissão. Porém, o Ministério já havia anunciado que o diretor-geral seria removido do cargo. Antes da sua demissão, Pagot foi afastado pela presidente Dilma Housseff. O final das suas férias estava previsto para o dia 4 de agosto, quando o Palácio do Planalto poderia demitir o
funcionário.

Porém, Pagot decidiu pedir a sua própria demissão, ao invés de ser demitido, e foi exonerado do cargo nessa segunda-feira (25). Por conta das denúncias envolvendo o seu Departamento, Pagot saiu do cargo rebatendo acusações de que seria corrupto e que o DNIT seria um foco de corrupção.