Publicado em: quarta-feira, 09/04/2014

Criação de CPI ampla é adiada no Senado

Criação de CPI ampla é adiada no SenadoA Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado responsável pela avaliação da proposta de uma CPI ampla a fim de investigar a Petrobras, além do cartel supostamente empregado nas obras do Metrô de São Paulo e obras em Pernambuco foi adiada. O pedido de adiamento foi feito pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

A oposição exige que a comissão de inquérito investigue exclusivamente as denúncias relacionadas à empresa estatal Petrobras, deixando de lado os demais casos. O assunto deve voltar à pauta nesta quarta-feira, dia 9 de abril.

A senadora do Partido dos Trabalhadores solicitou a suspensão da sessão de terça-feira, 8. O pedido foi feito ao presidente do colegiado, que é o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Gleisi Hoffmann solicitou que a sessão fosse suspensa porque a ordem no dia já tinha iniciado e o regimento do Senado exige que as comissões tenham fim assim que as atividades do dia começassem.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é a favor da implantação de uma CPI que investigue não somente a Petrobras, mas as denúncias do metrô e também as obras da empresa no estado de Pernambuco. Os governistas concordam com essa posição.

O Senado está dividido entre os que querem exclusividade nas investigações da Petrobras, a oposição, e os governistas querem abranger outras questões suspeitas que aconteceram em regiões administradas por políticos da oposição. Jucá ressaltou que apurações conjuntas são permitidas pela legislação, desde que haja conveniência.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirma que o relatório feito por Jucá pode ser comparado aos atos do regime militar (1964-1985). Ele citou que trata-se de uma violência e não pode ser aceito pelo Supremo Tribunal Federal. Ele diz que o foco na Petrobras é uma estratégia do governo, que não está em um bom momento.

Na semana passada, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu que outras denúncias poderiam ser incluídas na investigação da Petrobrás. Ainda haverá votação pela CCJ para aprovação do relatório de Jucá. Caso tenha aprovação, segue para o plenário do Senado.

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) escolheu Jucá para ser o relator no início desta semana. Primeiramente, Francisco Dornelles (PP-RJ) foi apontado, mas não aceitou a função.