Publicado em: quinta-feira, 27/06/2013

Cresce de forma alarmante o uso de substâncias psicoativas

Cresce de forma alarmante o uso de substâncias psicoativasO Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgou nesta quarta-feira, dia 26, que está preocupado com o aumento registrado em praticamente 50% a respeito do uso do que a entidade chama de “novas substâncias psicoativas (NSP)”. Segundo o escritório, em pouco mais de dois anos, o consumo destas substâncias aumentou muito, enquanto o consumo das drogas consideradas tradicionais ficou estável em todo o mundo.

Assim, o maior desafio atualmente, segundo o UNODC é com as substâncias psicoativas. A informação consta no relatório que aborda as drogas e que é produzido anualmente. O documento foi apresentado Viena em comemoração ao Dia Internacional da Luta Contra as Drogas. As substâncias são vendidas como drogas sintéticas ou euforizante legal e se disseminam em um ritmo muito acelerado, representando um desafio nunca visto antes na saúde pública.

Desde o fim de 2009 até metade de 2012, o índice subiu de 166 para 251, passando pela primeira vez à frente na quantia das substâncias que têm controle internacional, e que totalizam 234.

Somente na Europa, onde a quantidade das NSP subiu de 14 no ano de 2005 para 236 no ano passado, cerca de 75% da ingestão destas substâncias está concentrada em apenas cinco países: Polônia, Reino Unido, França, Espanha e Alemanha.

No mundo todo, a maconha ainda é a droga considerada ilegal mais consumida. Estima-se que são 180 milhões de pessoas que a usam, de acordo com dados da UNODC. Isso significa 3,9% de toda a população entre 15 e 64 anos de idade. Além disso, a organização apontou que a África tem aparecido com um itinerário marítimo do tráfico.

O UNODC ressaltou ainda que o percurso que vem sendo mais usado para que a droga chegue aos mercados de consumo é aquele que sai da região sul do Afeganistão e chegam aos portos do Paquistão ou Irã, e depois seguem para o este africano e daí seguem para os mercados. Em 2012, estima-se que o Afeganistão tenha sido o produtor de 74% do ópio, sendo o principal produtor desta NSP.