Publicado em: quinta-feira, 03/05/2012

CPMI pede a quebra dos sigilos do bicheiro Carlinhos Cachoeira

Depois de quase seis horas de reunião, a comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), que investiga as relações entre parlamentares e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, aprovou que seja pedido a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do acusado. O empresário está preso e é acusado de comandar uma quadrilha de jogo do bicho no estado de Goiás. Além disso, recentemente, novas escutas o acusam de formar uma rede de influência envolvendo políticos. O pedido inicial era de que fossem analisadas as informações do bicheiro a partir de 2006, no entanto, depois de horas de reunião, o deputado Odair Cunha (PT-MG), resolveu ampliar o período e agora serão analisados os últimos 10 anos, desde 2002.

Também foi aprovado ontem pela comissão que o depoimento do principal acusado, Carlinhos Cachoeira, que está detido no presídio da Papuda, será marcado para o próximo dia 15 de maio. Também ficou decidido que será pedido também o depoimento de Demóstenes Torres. O senador é suspeito de ter ligações de proximidade com o esquema do jogo ilegal. Seu depoimento está marcado para o dia 31 de maio. Também devem prestar depoimento os delegados que conduziram as investigações da Polícia Federal, Raul Alexandre Marques Sousa e Matheus Mella Rodrigues. Também serão ouvidos os depoimentos de mais nove pessoas, dentre eles os procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira.

Também será convocado para dar depoimento o gerente da Delta Centro-Oeste, Cláudio Abreu. Seu depoimento está marcado para o dia 29 de maio. Segundo o relator da CPMI, o foco da investigação neste momento são também as atividades da construtora Delta na região Centro-Oeste, onde atuava o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Depois dessa fase de investigação, a CPMI pretende investigar a relação de Carlinhos Cachoeira com os governos estaduais. Ainda não há data para o depoimento dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Todos eles, segundo a investigação, podem ter ligação com o empresário do jogo ilegal.