Publicado em: quinta-feira, 31/05/2012

CPI mista aprova quebra de sigilo de Demóstenes para investigações

A CPI mista responsável pelas investigações das possíveis ligações políticas e empresariais mantidas pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, quebrou ontem o sigilo do senador Demóstenes Torres. Ele é um dos principais acusados de envolvimento com Cachoeira. Cachoeira é acusado de chefiar uma rede de jogos ilegais no estado de Goiás e de manter contato com políticos. Ontem também foram aprovados os requerimentos que permitem ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) o envio de dados para a comissão sobre as possíveis movimentações feitas entre Demóstenes e o bicheiro. Todos os sigilos foram quebrados, inclusive fiscal, telefônico, e-mail, SMS e Skype, além do bancário, do senador Demóstenes. A principal acusação contra ele é de ter usado seu cargo como senador para ajudar Cachoeira na manutenção do jogo do bicho no estado. Ele também é acusado pelo Congresso por quebra de decorro parlamentar enquanto membro do Conselho de Ética do Senado.

Senador nega envolvimento com o jogo durante depoimento

Durante depoimento dado ao conselho na última terça-feira, o senador negou que tenha envolvimento com o jogo. No entanto, admitiu ser amigo de Cachoeira. Além da quebra de sigilo do senador, as empresas ligadas à organização ilegal serão investigadas. Todas elas terão o sigilo bancário quebrado. A CPI, no entanto, adiou a votação para votar a quebra de sigilo de Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás. Segundo Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI, a proposta foi de apenas um adiamento da votação. Teixeira disse que como a CPI recebeu ontem a quebra de sigilo de todas as escutas do bicheiro, optaram em analisar primeiramente estas informações para depois decidirem pela quebra de sigilo de outros possíveis envolvidos. Casos desejam novas quebras, a CPI pode convocar Perillo, Agnelo Queiroz (PT) e Sérgio Cabral (PMDB).