Publicado em: quarta-feira, 03/08/2011

CPI dos Transportes tem desistência de senadores

Com o final do depoimento prestado na terça-feira (02) pelo ex-ministro e atual senador Alfredo Nascimento (PR), a oposição ao governo, liderada pelo senador Álvaro Dias (PSDB), havia conseguido as 27 assinaturas necessárias para consolidar a CPI dos Transportes. Porém, no momento em que a Comissão se tornou palpável, políticos que se comprometerem com a causa decidiram retirar o nome da lista. Até o momento, entre os desistentes estão João Durval (PDT-BA) e Ataídes de Oliveira (PSDB-TO).

Durante o pronunciamento de Nascimento perante o Senado, o ex-ministro afirmou “estou aqui como senador e sou da base do governo. Pode parecer raiva eu me aproveitar de uma situação e pedir aqui uma CPI. Quero uma CPI contra mim. A minha investigação que eu quero que faça é contra mim.” Ao mesmo tempo, Nascimento se recusou a prestar a última assinatura que falta para validar a CPI dos Transportes.

Após o anúncio das desistências, os nomes que se comprometeram a defender a instauração da CPI foram dos senadores peemedebistas Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon, Ricardo Ferraço e Roberto Requião. Junto a estes, Ana Amélia Lemos (PP-RS), Sergio Petecão (PMN-AC), Pedro Taques (PDT-MT), Kátia Abreu (sem partido-TO) e Zezé Perrella (PDT-MG). Por fim, outros nove senadores do PSDB, quatro do DEM e dois do PSol também integraram a lista.

No primeiro momento, a presidente Dilma Housseff havia pedido que Nascimento continuasse no cargo para encabeçar as investigações contra o seu Ministério. Porém, conforme as denúncias cresceram e seu filho foi envolvido nas acusações, Nascimento decidiu entregar seu pedido de demissão em caráter “irrevogável”. Desde então, o número de demissões cresceu quase que diariamente.