Publicado em: sexta-feira, 19/08/2011

Cotas nas bolsas do exterior serão decididas pelas universidades

As bolsas de estudo em universidades internacionais que passarão a ser oferecidos através do programa Ciência sem Fronteiras poderão ter cotas. O Ministério da Ciência e Tecnologia afirmou que as “medidas de ação afirmativa” ficaram sobre critério das universidades.

A base do programa original não prevê nenhum tipo de cota social ou éticas. Nesta quinta-feira (17), o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glauces Oliva, disse que as universidades estão sendo encorajadas a incluir as cotas para a seleção dos estudantes. Na quarta-feira (17), foram lançadas as 2.000 primeiras vagas de graduação no exterior.

“Compete às universidades fazer processo seletivo interno entre os elegíveis, privilegiando o mérito e o desempenho — que são o cerne do programa. Cotas poderão ser incluídas no critério de seleção. Não estabelecemos normas a priori porque o perfil das universidades varia”, explicou Oliva.

No dia do lançamento, os grupos que defende o sistema de cotas criticaram a falta de menção as ações afirmativas. “Haverá seleção social oposta às políticas sociais do governo. O que é uma exclusão em um programa que deveria dar conta de inclusão”, afirmou o ex-reitor da Universidade Federal da Bahia, Naomar Almeida Filho.