Publicado em: quarta-feira, 23/05/2012

Copa 2014: 40% das obras ainda não foram iniciadas

Um levantamento feito pelo governo e que foi divulgado nesta quarta-feira (23) apontou que 40% das obras que estão sendo feitas para a Copa do Mundo da Fifa de 2014, que será realizada no Brasil, ainda nem começaram. No total, 101 obras precisam ser feitas para que o país possa receber o mundial.

O governo precisa garantir que até o ano que vem pelo menos 85% de todos os projetos que foram elaborados para a Copa de 2012 estejam concluídas, além de 17 obras prontas em 2014. De acordo com esse balanço divulgado hoje, serão investidos R$ 27 bilhões para que a infraestrutura para receber o evento da Fifa esteja pronta.

O governo federal acredita que as obras estão com um bom andamento e nega que as obras estejam atrasadas. De acordo com esse levantamento, o país apresentou um aumento de 76% das obras que já foram iniciadas quando comparado com o mês de setembro do ano passado.

Esse balanço feito pelo governo federal inclui as obras de estádios, aeroportos, além de melhorias no transporte público e portos. Mesmo com todo o otimismo do governo, vale lembrar que pleo menos quinze obras, que totalizam o valor de R$ 1,8 bilhão, ainda nem começaram o seu processo de licitação.

De acordo com Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, o planejamento feito pelo governo já previa esse tempo para que as obras fossem organizadas. Já segundo Aguinaldo Ribeiro, ministro das Cidades, esse período em que estão sendo elaborados os projetos das obras não podem ser considerados atrasos, mas sim um ganho já que obras bem planejadas ficam prontas de forma mais rápida.

As 51 obras que garantirão a mobilidade dos torcedores devem ficar 80% prontas até o final de 2013. Outros dez projetos ficarão prontos em 2014. Porém, vale lembrar que pelo menos 45% dessas obras, que devem custar R$ 4,8 bilhões, ainda nem foram iniciadas.

De acordo com o levantamento, os estádios de Recife e de Cuiabá estão com o andamento abaixo do previsto, mas, de acordo com Rebelo, as alterações nos prazos, tanto para mais quanto para menos, são desprezíveis na hora de analisar as estatísticas.