Publicado em: sexta-feira, 19/10/2012

Conselho Federal de Medicina veta pílulas e hormônios que combatem o envelhecimento

Conselho Federal de Medicina veta pílulas e hormônios que combatem o envelhecimentoOs médicos não podem mais indicar e divulgar que os pacientes utilizem pílulas, hormônios ou qualquer outra substância que prevena ou até reverta o envelhecimento.

Isto foi determinado por uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que havia sido recomendada no mês de agosto para os profissionais de medicina e agora vale como lei.

Conforme a resolução, repor estes hormônios só poderá ser realizada após os médicos comprovarem que há uma ausência de determinado hormônio ou quando houver um caso em que seja provado de forma científica que há benefícios nessa reposição hormonal ou quando houver uma ligação entre uma doença e a ausência do hormônio.

Com isto, está proibido que médicos indiquem doses extras da substância para o paciente com quantidade normais de hormônio.

Também é previsto no texto que médicos ficam proibidos de prescrever vitaminas, antioxidantes os hormônios bioidênticos (que possuem igual estrutura ao hormônio encontrado na natureza) que combatam o envelhecimento.

O CFM diz que não existem evidências científicas que respaldem qualquer terapia dessas. Gerson Zafalon, que relatou a resolução, disse que não deve ser vendida uma ilusão para os pacientes, que pode custar bem caro para quem utilizar os hormônios.

Atualmente é comum levantar o nível do hormônio além dos níveis que são considerados normais para determinada idade, para que aumente a massa muscular, informa Silvia Pereira, representante da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Ao criar essa sobrecarga sobre o organismopode gerar problemas sérios como distúrbio no sono, hipertensão, diabetes, e em alguns casos até câncer, afirma Pereira.

Esta norma será válida imediatamente, e o profissional que não cumpra ela, estará possível a ter punições que irão desde censura reservada até a cassação. O CFM diz preparar uma resolução que visa a regulação da prática ortomolecular.