Conselho critica governo por cortes na Saúde
Depois de o governo anunciar um corte de gastos de R$ 55 bilhões do orçamento de 2012 e que a pasta mais prejudicada será a da saúde, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou uma carta criticando o governo federal pela ação. O documento foi enviado à Dilma Rousseff. Nele os conselheiros reclamam da diminuição da verba da Saúde.
De acordo com informações retiradas do documento, a equipe econômica do governo aplica um contingenciamento de R$ 5,4 bilhões para a Saúde, sendo que o orçamento que havia sido aprovado já era restrito. O argumento que o conselho usa é que, embora a justificativa utilizada pelo governo para o corte seja o favorecimento do crescimento econômico, a saúde é atualmente um importante setor econômico, pois é responsável por 9% do PIB (Produto Interno Bruto) e movimenta um grande mercado de bens, serviços e empregos.
Fazem parte do conselho alguns representantes dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), prestadores de serviço, trabalhadores e gestores da saúde. Eles estão indignados porque grande parte do dinheiro estava destinada ao pagamento de juros e dívida externa e esse não sofreu cortes significativos como a área da saúde. O valor a ser gasto com dívida é nove vezes maior do que aquele previsto para ser gasto com saúde, chegando a R$ 655 bilhões e mais de 30% do Orçamento de 2012.
O conselho pede, inclusive, que Dilma Rousseff reverta o contingenciamento na pasta da Saúde, honrando os discursos de campanha, onde a presidente dizia dar prioridade para a saúde.
Saúde foi a pasta mais prejudicada com os cortes
A verba destinada para a Saúde foi a mais afetada pelo contingenciamento de R$ 55 milhões proposto para reduzir o Orçamento de 2012. Os recursos aprovados pelo Congresso Nacional para a Saúde eram R$ 77,5 bilhões e agora estão em R$ 72,1 bilhões. O Ministro da Saúde adiantou que mesmo com o corte, este será o maior orçamento da história.
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