Publicado em: quinta-feira, 28/06/2012

Conferência reúne empresariado e governos no Rio de Janeiro com o objetivo de combater a pirataria

Ontem e hoje aconteceu no centro de convenções da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a 5ª Conferência Internacional de Combate à Pirataria e Proteção da Propriedade Intelectual. No evento foram discutidas políticas de prevenção e repressão à pirataria, além de estudos que foram apresentados indicando as principais iniciativas do governo e da sociedade civil. De acordo com a secretária executiva do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos à Propriedade Intelectual (CNCP), Maria Angélica Molina, um dos problemas é a economia informal que leva a esse problema. Ela argumenta também que isso coloca em risco os fundamentos da cidadania e, pior ainda, coloca em risco também a ordem social e econômica. O CNCP é um órgão do Ministério da Justiça. A secretária diz ainda que essa prática tem relação com outros problemas de ilegalidade, como por exemplo o tráfico de armas e de drogas, o trabalho infantil e escravo.

Evento mostra que pirataria está relacionada com trafico de drogas e trabalho escravo

Dados apresentados no evento são alarmantes e mostram que somente em São Paulo, nos últimos 16 meses, foram apreendidos 60 milhões de produtos ilegais. Os dados indicavam ainda que dois terços foram retirados do comércio ambulante. Essas informações foram repassadas pelo secretário de Segurança Urbana, Edson Ortega. Além desse problema, há uma grande quantidade de estrangeiros que são detidos nas apreensões. Eles estão envolvidos com tráfico de drogas e também possuem problemas com documentação e, em muitos casos, sofrem com a escravidão. Dados vindo do governo de São Paulo também mostraram que todos os anos a prefeitura deixa de arrecadar R$ 2 bilhões em função da presença de produtos pirateados.