Publicado em: terça-feira, 29/11/2011

Conferência em Durban visa formular nova versão do Protocolo de Kyoto

Começou na segunda-feira (28) a 17ª Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP), que tem como um dos seus principais objetivos a reformulação do Protocolo de Kyoto para que seja novamente assinado. Porém, alguns países já demonstram dificuldades em aceitar nova proposta desse tratado, cuja principal meta é a redução da emissão de gases poluentes. O compromisso maior é esperado dos países desenvolvidos, pois os em desenvolvimento não são obrigados a assinarem o Protocolo.

Ao mesmo tempo em que há a necessidade de manter um tratado parecido com este, críticos defendem que o Protocolo da maneira como está não seria o mais adequado para continuar em vigor. Quando o tratado foi formulado, o compromisso era reduzir a emissão dos gases poluentes para evitar que a temperatura global subisse 2º C, variação que repercutiria negativamente em diversas regiões. Além disso, grandes potências, como os Estados Unidos, nunca assinaram o tratado, o que se configura hoje como uma necessidade para a adesão de outras nações.

De acordo com o diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty e negociador do Brasil na COP-17, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, “se deixar morrer Kyoto, vai-se deixar morrer o único acordo top down (quando se tem uma meta a cumprir). E há praticamente um consenso de que nunca mais vai se conseguir outro acordo desse tipo”.

Outro problema enfrentado nesta COP é que alguns dos grandes líderes não vão estar presentes durante as discussões, pois alguns dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os da União Européia, estão preocupados com a crise econômica.