Publicado em: segunda-feira, 03/06/2013

Condenado no Mensalão faz alegação de pobreza para evitar pena

Condenado no Mensalão faz alegação de pobreza para evitar penaO tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, que foi condenado no julgamento que apurou o Mensalão deve arcar com uma multa de 39 mil reais. Porém ele informou nos embargos de declaração ao Supremo Tribunal Federal (STF), ter somente 2,5 mil reais ao mês e assim, não terá condições financeiras e não poderá custear as os 39 mil reais de multas que recebeu.

Emerson Palmieri é ex-integrante do PTB, o mesmo partido de Roberto Jefferson que delatou o Mensalão. Palmieri recebeu a condenação de quatro anos de prisão, mas a sua pena foi substituída por esta multa, que será destinada a alguma das entidades de iniciativa públicas ou privadas que não possuam fins lucrativos.

Palmieri recebeu de condenação também à proibição de exercer qualquer tipo de cargo, função ou mandato público durante quatro anos, que é resultado da recente lei da Ficha Limpa.

As dificuldades de Palmieri

O ex-tesoureiro do mensalão diz ter apenas duas fontes de renda, a sua aposentadoria no valor de 1,7 mil mensais e um fundo de uma pensão em banco privado 6,1 mil reais mansais. Só que nos autos ele declarou que as suas despesas que são fixas custam a ele 5,4 mil reais mensais. Ou seja, sobra a ela 2,5 mil reais em cada mês.

Seus advogados afirmam que Palmieri paga todos seus custos de sobrevivência e ainda sustenta sua filha, dois netos e seus pais, de muita idade que vivem perto dele. O casal gera custos ele com saúde, como consultas e procedimentos que planos de saúde não cobrem.

Sua filha vive na casa dele com dois netos em Curitiba, a filha dele voltou dos Estados Unidos ao se separar do esposo e ela não trabalha, de acordo com a defesa de Palmieri.

Anteriormente ele recebeu a condenação por corrupção passiva de dois anos de prisão e multa a ser paga durante 100 dias. Porém, esta pena já prescreveu. Além de ser o auxiliar direto do condenado Roberto Jefferson, ele atuava nas negociações entre os partidos PT e PTB.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Palmieri havia recebido quatro milhões de reais apenas no caso do Valerioduto.