Publicado em: segunda-feira, 23/07/2012

Comitê Olímpico tenta induzir métodos para acabar com TPM nas atletas

Nos Jogos Olímpicos, as atletas brasileiras, dos mais variados esportes, têm um rival além das competidoras dos outros países. Este rival ataca em silêncio e pode afetar, e muito, o rendimento delas durante os 16 dias de competição. O vilão mais temido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), é apenas uma sigla, a TPM (tensão pré-menstrual).

Entre os sintomas que poderão afetar as atletas neste período estão dores pelo corpo, mudança de humor e inchaço. Para evitar, várias preferiram interromper a menstruação. O COB mandou junto com sua equipe médica para Londres uma ginecologista pela primeira vez. A médica Tathiana Parmigiano atuou com as atletas brasileiras na delegação do Pan no ano passado.

Métodos

De acordo com o médico da confederação de judô, Breno Schor, dentre as ações da ginecologista com as atletas do Brasil está a indução para não menstruar e até mesmo controlar quando a mulher irá passar pelo processo para que não prejudique seu desempenho. O médico conta que muitas já tomam a pílula de maneira contínua e os resultados foram bons.

Segundo o médico ginecologista Eliano Pelline, nos esportes coletivos o desconforto pode ser ainda maior. De acordo com o profissional, existe sempre uma atleta que domina a equipe e faz com que as demais menstruem todas as mesmo tempo. De acordo com Pelline, que indicou pílulas certas para cada uma das atletas, de 10% a 12% delas estavam usando o método errado.