Publicado em: quarta-feira, 14/12/2011

Comissões rejeitam requerimentos de convocação de Pimentel ao Congresso

Dois requerimentos de convocação para que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, prestasse esclarecimentos sobre as recentes acusações foram rejeitados por duas comissões da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (14). Os pedidos visavam questionar o ministro sobre seu faturamento entre os anos de 2009 e 2010, quando prestou consultoria com sua empresa, P-21, antes de se tornar ministro. Pimentel foi acusado de cometer irregularidades nesse serviço.

Caso os requerimentos fossem aprovados, a convocação de Pimentel no Congresso tornaria sua presença obrigatória. Outro requerimento foi barrado na terça-feira (13) pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Controle do Senado. Ainda na semana passada um outro requerimento foi barrado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Com isso, foram quatro tentativas frustradas da oposição para levarem o ministro ao Congresso. Um dos pedidos apresentados nesta manhã era do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ).

Na sequência, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional também da Câmara rejeitou o segundo requerimento, apresentado pelo deputado Stephan Nercessian (PPS-RJ). O requerimento foi apresentado com uma intenção, mas teria como resultado o questionamento sobre os trabalhos de consultoria. Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), “convocação não derruba ministro. O que derruba ministro são os fatos. Ministro forte enfrenta convocação”.

A presidente Dilma Rousseff (PT) falou pela primeira vez sobre o assunto e afirmou “o governo não acha nada. O governo só acha o seguinte: é estranho que o ministro preste satisfações no Congresso da vida privada, da vida pessoal passada dele. Se ele achar que deve ir, ele pode ir, se ele achar que não deve ir, ele não vá. Agora, sobre assuntos do governo é obrigado a ir”.