Publicado em: quinta-feira, 29/05/2014

Comércio se revolta com proibição de venda de cerveja no entorno do Maracanã

Comércio se revolta com proibição de venda de cerveja no entorno do MaracanãFaltam poucos dias para o início da Copa do Mundo no Brasil e inúmeros protestos e reclamações continuam surgindo diariamente, principalmente nas capitais que irão receber os jogos. Não é diferente para os comerciantes que atuam no entorno do estádio do Maracanã, que estão revoltados com uma situação. Em 2009, o prefeito Eduardo Paes assinou um decreto municipal proibindo a venda de bebida alcoólica no entorno do estádio. O Maracanã vai sediar sete jogos da disputa mundial de futebol, e entre eles, a grande final da Copa 2014. A medida foi tomada pelo prefeito justificando que o consumo de álcool estaria relacionado a atos de vandalismo.

Isso significa que mesmo durante a Copa, numa raio de um quilômetro ao redor do Maracanã não poderá ser vendida bebidas alcoólicas, o que tem revoltado os comerciantes da região. A regra deixa de valer apenas no interior do estádio, onde a venda de cerveja será permitida, com uma grande possibilidade de prática de preços bem altos, que não vão agradar os torcedores. Entre os preços divulgados, já se sabe que um copo de 473 ml, por exemplo, custa R$ 10. Os comerciantes já começam a estimar prejuízos durante a competição devido o decreto municipal.

O gerente de um depósito de bebidas que fica a menos de 50 metros do estádio do Maracanã afirma que deixará de lucrar um valor aproximado e equivalente a R$ 1,5 mil por cada um dos jogos. De acordo com ele, se a venda fosse permitida, facilmente ele conseguiria esvaziar uma geladeira com 400 latinhas da bebida. Como o depósito vende principalmente cerveja, preferem nem abrir nos dias de jogo, já que o consumo de refrigerantes é insignificante.

Agentes da Secretaria de Ordem Pública e da Guarda Municipal irão reforçar o cinturão de segurança no entorno do estádio, fiscalizando o cumprimento da lei. Os comerciantes já tentaram reaver o direito de venda na Justiça, mas todos os esforços até o momento foram em vão. Outros estabelecimentos comerciais afirmando que as vendas caem cerca de 50% em dias de jogos no estádio, quando o resultado deveria ser exatamente o oposto. Eles ficam ainda revoltados com a liberação do consumo dentro dos estádios, mas não nos arredores.