Publicado em: quinta-feira, 23/02/2012

Comandante de navio naufragado pode responder a mais uma acusação

Francesco Schettino, comandante do cruzeiro Costa Concordia, poderá responder a mais uma acusação sobre o naufrágio do navio que comandava. A Justiça da Itália irá acusar o capitão da embarcação de ter escondido das autoridades marítimas italianas a gravidade do problema pelo qual o navio estava passando. O navio naufragou na ilha de Giglio, na Itália, no dia 13 de janeiro, e as buscas pelos desaparecidos ainda estão em andamento.

A procuradoria de Gresseto, que está conduzindo as investigações sobre o naufrágio, colocou esta nova acusação no processo com base nas outras acusações que já tinham sido feitas a Francesco Schettino semanas depois da tragédia. O comandante do Costa Concordia já irá responder pelas acusações de naufrágio, abandono de embarcação e homicídio por negligência.

Resgates das vítimas ainda estão sendo feitos

As equipes de resgate ainda procuram pelos corpos dos desaparecidos nas partes submersas do navio Costa Concordia. A tragédia já contabilizou 32 mortos, incluindo uma menina de 5 anos.

Até o momento 25 corpos foram resgatados da embarcação, oito somente nesta quarta-feira. Francesco Schettino está em prisão domiciliar desde que foi pego. Além do capitão, o imediato e outros funcionários da companhia Costa Crociere estão sob investigação.

De acordo com os investigadores do caso, o comandante do Costa Concordia será acusado por não ter informado para as autoridades sobre o quão grave era a situação do navio que comandava e também por “atrasar a instalação dos dispositivos de salvamento”, o que, se tivesse sido feito antes, poderia ter salvo muitos passageiros. O navio estava com 4.229 pessoas, entre passageiros e tripulantes. A embarcação colidiu em uma rocha próxima a ilha de Giglio, na região da Toscana.