Publicado em: quarta-feira, 28/03/2012

Com crise, investimentos chineses têm recorde na Europa

Desde 2008, quando teve início a crise econômica na Europa, a quantidade de investimentos chineses na região se multiplicou por sete. Além disso, vêm apresentando crescimento nos últimos meses após o agravamento da crise. Esses dados foram divulgados por organizações internacionais. Os investimentos são nos mais variados setores. Das aquisições que já foram efetuadas estão os vinhedos na França, fábricas de máquinas na Alemanha, empresas de energia em Portugal e indústrias de automóveis na Suécia. O investimento na Europa é bastante diferente daquele feito em países da América Latina, por exemplo, em que a China tem investido apenas em mineração, gás e petróleo.

A quantidade de investimento da China na Europa, tanto em fusões quanto em compras além das aquisições de ações nas bolsas de valores, foi de US$ 876 milhões em 2008. No entanto, em 2010 esse número alcançou US$ 6,76 bilhões. Esses dados foram divulgados pela Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento). Esses dados ainda não representam todas as aquisições, pois consideram apenas a China continental e não Hong Kong. Isso significa que os números devem ser ainda mais expressivos. Essa informação foi repassada por um funcionário da UNctad, Guoyong Liang.

Investimento chinês chega a US$ 15 bilhões

Hong Kong ultrapassa a China na plataforma de investimentos em outros países e regiões. No entanto esses dados não são divulgados pelo governo Chinês. Para evitar que falte informações sobre o setor econômico mundial, uma entidade americana chamada Heritage Foundation está tentando, por conta própria, acompanhar esses investimentos não contabilizados. Conforme os dados da fundação, somente em 2011, os dados da China e de Hong Kong atingiram aproximadamente US$ 15 bilhões. Os dados são contabilizados pelos anúncios de compra e venda de empresas por investidores chineses na Europa. Uma das maiores compras, por exemplo, foi de uma fatia de 21,35% da Energia de Portugal (EDP) pela China Três Gargantas. O valor da negociação estava estimado em S$ 2,7 bilhões.