Publicado em: terça-feira, 26/03/2013

Colégio paulista estimula alunos a editarem e melhorarem a Wikipédia

Colégio paulista estimula alunos a editarem e melhorarem a WikipédiaAlunos que estão no 9º ano do ensino fundamental no colégio I.L. Peretz, na zona sul da cidade de São Paulo, estão trabalhado para que melhorem a qualidade e criando verbetes com relação a a obras literárias dentro da enciclopédia digital Wikipédia que conta com mais de 25 milhões de artigos que são publicados em 285 idiomas, dentre estes todos, sendo 772 mil deles em português.

Esta iniciativa começou com o professor Jorge Makssoudian, que esteve em contato com os representantes da Wikimedia Foundation no Brasil, a empresa é responsável pelo site colaborativo, para que oferecesse a parceria.

Este projeto é parecido com o Wikipédia na Universidade, que a fundação lançou no ano de 2011 e que conta com a participação de instituições como USP, UFRJ e FGV, entre outras. Makssoundian diz que pensou em realizar um projeto que fosse unir tecnologia com uma coisa que os alunos utilizassem no dia-a-dia, porém que servisse também como uma ferramenta para que fosse trabalhadas as questões gramaticais. Conforme o professor, de maneira inicial, estão sendo trabalhados verbetes de livros que os alunos já realizaram a leitura. O primeiro deles foi A Volta ao Mundo em 80 dias, escrito pelo francês Júlio Verne.

A ideia, conforme Makssoudian, é que possam fazer com que a enciclopédia digital seja um ambiente com maior confiança e que tenha textos escritos de maneira melhor. Ele diz que a filosofia adota é de que ao invés de reclamar sobre algo, faça algo que possa ser melhorado o que se lê.

A aluna Gabriela Ejchel diz que é legal que os alunos possam participar, e entender como formada a Wikipédia, e a maneira como as pessoas chegam a produzir o conteúdo e como ele é publicado. Isso chega a estimular que os outros façam isso também.

Este projeto prevê que a tecnologia seja levada para a biblioteca. Cada livro que tenha o verbete editado pela Wikipédia vai receber um QR Code, que funciona como uma espécie de código de barras que smartphones ou tablets leiam e façam com que a pessoa seja direcionada para uma página da internet.

Mesmo que o programa não seja um projeto oficial da Wikimedia Foundation, a responsável de parceiras Oona Castro no Brasil, afirma que esta iniciativa foi bem-vinda. Ela diz que a empresa quer aprender com essa experiência que é nova para eles, pois eles apenas estiveram focados nas atividades dentro das universidades.